IEDA CRISTINA OLIVEIRA
A vaidade e um suposto erro médico
transformaram a vida da funcionária pública Ieda Cristiana Oliveira, 50 anos,
em um pesadelo.
Há quatro anos, ela procurou um
cirurgião plástico em Maceió para fazer uma aplicação – que ela acreditava ser
de botox – e tornar o lábio superior mais saliente. Porém, o cirurgião aplicou
em Ieda polimetilmetacrilato (PMMA) e, segundo a funcionária, não a avisou que
o PMMA é definitivo e que, jamais, poderia ter outra substância colocada em
cima dele.
Depois da aplicação da metacril,
Ieda, que também pensou em por fim à própria vida, e toma antidepressivo desde
então, procurou uma dermatologista para refazer partes do preenchimento nos
lábios com botox. A combinação das substâncias causou na funcionária pública
diversas deformações na boca, surgimento de glândulas e até herpes.
“Fiquei deformada, parecia um monstro
e tive sorte de meu marido [Edmilson Oliveira dos Santos] não me abandonar. Além
disso, meu trabalho foi meu refúgio porque era o único lugar onde eu conseguia
ir. Não saia na rua, as pessoas me olhavam como se eu fosse um bicho”, diz Ieda
Crisitna.
“Não desejo a ninguém, a nenhuma mulher
principalmente, o que sofri desde 2010 quando procurei o cirurgião plástico
para melhorar meus lábios porque sou vaidosa, confesso, e queria que eles
ficassem mais carnudos. Portanto, quando forem fazer qualquer procedimento
desse tipo perguntem tudo o que pode acontecer, antes, durante e depois dos
procedimentos. Infelizmente, o médico que aplicou o PMMA em mim não me disse
que aquilo era definitivo e me prejudiquei”, alerta Ieda Cristina.
Além do alerta, a funcionária pública
também usa o espaço na imprensa para denunciar o descaso do cirurgião plástico
– ela prefere não revelar o nome por motivos pessoais – que não só não resolveu
o problema como também não faz uma ligação para saber como anda o estado de
saúde de Ieda.
“Quando eu fui falar com o médico,
ele me disse que eu não poderia ter colocado nada em cima do PMMA e que não
sabia como resolver a questão. Encaminhou-me a um cirurgião bucomaxilo que logo
me operou e não deu jeito no problema. Além disso, me cobrou R$ 3 mil pela
cirurgia e ninguém me reembolsou. O médico disse que não poderia me ajudar
porque teria que vender a casa e a clínica para pagar o prejuízo. Eu queria
atenção e uma maneira de resolver a situação, mas ele simplesmente não deu a
mínima atenção a mim”, declarou Ieda Cristina.
Mesmo sem divulgar, ainda, o nome do
profissional, Ieda afirma que representou o médico no Conselho Regional de
Medicina (CRM) e vai abrir um processo na Justiça por danos morais e
financeiros.
“É uma causa ganha, me disseram todos
os advogados que procurei para processar o cirurgião plástico. O problema é que
me cobraram quase R$ 30 mil para pegar o caso, e não tenho no momento porque já
gastei muito dinheiro para me tratar”, relatou a funcionária pública que se
sentiu uma cobaia nas mãos do cirurgião plástico.
“Pelo que entendi, aquela foi das primeiras
vezes que ele fazia a aplicação, tanto que nem sabia como lidar com a situação
depois que eu o procurei após os primeiros sintomas negativos”, denuncia.(tnh1).
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